24
AGOSTO
2016

04:20
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40 anos - 2
Em: 22/08/2016 às 08:47h por Onofre Ribeiro
Continuando a narrativa da história de Mato Grosso e a minha pessoal nesses 40 anos que completarei morando aqui, no próximo dia 25, gostaria de falar um pouco hoje sobre o espírito humano e cultural daquele momento. População pequena, território imenso, economia resumida à pecuária do Pantanal, com sede de seu poder econômico e político em Campo Grande. Cuiabá e as demais cidades do Norte do estado viviam de um grande sonho de futuro, configurado no slogan da gestão Garcia Neto (1975/1978): "Mato Grosso – Estado Solução". As cidades eram bem pequenas e viviam de economias muito locais, sem maiores perspectivas. Cuiabá, por exemplo, tinha 100 mil habitantes. Tudo girava em torno do poder público, e este em torno do governo federal.
Em 1973 o governo do presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, decidiu implantar a "Marcha para o Oeste" e ocupar a Amazônia, partindo de Mato Groso pro Norte, no que chamou de "Integrar pra não entregar". O país vivia a paranóia militar da segurança. Porém, a Amazônia sofria mesmo ameaças internacionais de ocupação, fora a possibilidade de... Leia mais
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40 anos aqui – 1
Em: 21/08/2016 às 08:36h por Onofre Ribeiro
Peço licença aos leitores pra escrever esta série de quatro artigos que começa hoje e vai terminar na próxima quinta-feira. Na próxima quinta, dia 25, completo 40 anos morando em Mato Grosso. Por isso, esta série de artigos, numa tentativa de resgatar a minha história pessoal que, de certo modo, mistura-se à história de todos nós, a de Cuiabá e a de Mato Grosso. Na lista das pessoas com quem convivi desde aqueles tempos pioneiros a partir de 1976, vejo-me numa fila que lentamente desaparece e entra na História. Antes de todos desaparecermos, tento contar um pouco de estórias da História.
Começo contando como vim parar em Mato Grosso, no dia 25 de agosto de 1976, uma quarta-feira. Cheguei num Corcel 1969 de quatro portas. Vim sozinho. Carmem e os três filhos, André, Fábio e Marcelo ficaram em Brasília por conta da escola. Trabalhava no "Jornal de Brasília", como repórter em política. Por uma desses acasos loucos, acabei sendo sondado pra vir trabalhar no governo estadual. Por razões mal-explicadas, aceitei na hora, mesmo sabendo que não seria fácil. Vim conhecer Cuiabá em julho, acertei tudo e voltei... Leia mais
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Promessas prometidas
Em: 18/08/2016 às 08:52h por Onofre Ribeiro
Começou a campanha eleitoral de prefeitos e vereadores. É tempo de muitas promessas desesperadas e até desconectadas da área e de ação das prefeituras. Os candidatos a vereadores normalmente fazem muitas promessas enlouquecidas, pelo fato de não conhecerem os limites de ação do cargo. Na eleição de parlamentares federais em 2012 o candidato a deputado federal por São Paulo, o Tiririca brincou com isso. "Vou lá saber o que faz um deputado federal e depois conto pra vocês". Certamente descobriu, gostou e não contou.
Mas é com os prefeitos que a coisa pega, porque a sua ação depois de eleitos afetará profundamente a vida dos cidadãos da sua cidade. Na eleição de prefeito em Cuiabá já começaram as loucuras de promessas. Há quem prometa passagens gratuitas nos ônibus coletivos. Há quem prometa retomar a Sanecap e retorná-la à condição de empresa pública. Há quem prometa consertar a segurança pública. E há quem prometa transformar o VLT numa obra municipal. O que isso revela, perguntaria o leitor?
Revela o despreparo de conhecimentos... Leia mais
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Linguagem na eleição
Em: 17/08/2016 às 09:04h por Onofre Ribeiro
Provavelmente nem mesmo no tempo das eleições com a propaganda eleitoral regida pela Lei Falcão, uma eleição tenha sido tão vigiada e regulamentada como esta municipal de 2016. Ela muda radicalmente a metodologia das campanhas eleitorais. A Lei Falcão limitava a propaganda eleitoral a uma exposição mínima dos candidatos a partir da eleição municipal de 1976, até 1985 quando houve a redemocratização. No começo o candidato mostrava a sua cara numa foto tipo 3x4 e se lia o seu currículo.
Ao longo do tempo vieram sucessivas modificações, aberturas e depois graduais proibições como as agora que regulamenta detalhes da propaganda eleitoral. Sem falar nas contas financeiras e na burocracia que envolve uma candidatura. O juiz eleitoral Lídio Modesto, disse–me recentemente em entrevista que "nesta eleição vai ganhar e levar quem errar menos".
Como a propaganda é o canal de massificação dos candidatos juntos ao seu eleitorado, ela é estratégica. Regulada no rádio, na televisão e nos programas eleitoral gratuitos, resta-lhe a internet como um canal mais aberto. Aqui surge... Leia mais
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Crise e oportunidade
Em: 15/08/2016 às 08:39h por Onofre Ribeiro
A semana que passou encerrou para o Governo de Mato Grosso, com dois problemões: a constatação de que o déficit financeiro será de R$ 900 milhões neste ano. A outra, o atraso no repasse do duodécimo dos poderes por dois meses seguidos. Os dois fatos possuem potencial de criar mais uma crise política para o governador Pedro Taques e o seu governo.
Nos poderes existe por enquanto espírito de conciliação. Mas num eventual terceiro mês atrasado haverá conseqüências graves. Lembro: em 1995 na gestão Dante de Oliveira o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Licínio Carpinelli, entrou com pedido de intervenção federal em Mato Grosso por conta de três atrasos no duodécimo. O Supremo Tribunal Federal não acatou, mas o desgaste político do governador foi enorme.
A questão do déficit além de eventuais culpas da gestão estadual está ligada à crise brasileira. Mas a crise vai acabando devagar e tem data pra mudar. O fim do mandato Dilma Rousseff deverá trazer a pacificação da economia brasileira e restaurar a curva do crescimento. Todos os grandes economistas... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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