24
SETEMBRO
2017

22:30
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Zangou tudo
Em: 24/09/2017 às 08:20h por Onofre Ribeiro
Na minha infância lá em Minas Gerais a expressão "zangou" tinha um uso muito abrangente. Era muito usada quando se estava fazendo doce caseiro nos famosos tachos de cobre e na hora de concluir o ponto ele talhava. Ou seja, "zangava" e se perdia. Não dava o ponto. Podia ser também numa conversa. Quando "zangava" dava complicação. Tudo que dava errado, de algum modo "zangava".
Feito o registro da expressão, vem agora o seu sentido prático na atualidade. "Zangou" a relação dos poderes em Mato Grosso. A tal de operação dos grampos começou de um jeito, caminhou de outro e vai se concluir com tudo "zangado". Nesta semana entraram em rota de colisão os poderes Executivo, Judiciário e o Ministério Público Estadual. São órgãos de munição grossa.
O desembargador Orlando Perri invadiu a área da diplomacia do MPE e do governo. Em troca recebe toda a má vontade do MPE e tiros de calibre grosso do Palácio Paiaguás. Por ora, ferida na asa com arma de grosso calibre, a Assembléia Legislativa está lambendo as próprias feridas e não se misturou. Mas conhecendo a índole da Casa... Leia mais
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40 anos de política
Em: 20/09/2017 às 08:49h por Onofre Ribeiro
O estágio crítico a que chegou a politica em Mato Grosso, de uma forma generalizada, marca claramente um período de tempo. Começou a contagem dos últimos 40 anos exatamente na divisão de Mato Grosso, pela Lei Complementar 31/77 de 13 de outubro. A política até então vinha de uma construção iniciada depois do fim da ditadura de Getúlio Vargas, 1945.
Em 1977 a composição política de Mato Grosso era bem dividida entre representantes das duas regiões predominantes: o Sul, centralizado em Campo Grande. E o Norte, em Cuiabá. Na primeira eleição de 1978, elegeram-se os novos representantes nos dois estados. As suas primeiras legislaturas.
Em Mato Grosso nasciam lideranças novas como Júlio Campos e uma série de nomes que fariam a história dos anos seguintes. Lideranças como o ex-governador Garcia Neto seriam vitimadas pelo desgaste do processo da divisão. Da 1978 em diante as velhas lideranças anteriores à divisão saíram todas do cenário, substituídas pelos novos eleitos em eleições seguintes. Aqui aparecem nomes fortes como Dante de Oliveira, Jonas Pinheiro,... Leia mais
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O mundo que vem por aí...
Em: 19/09/2017 às 08:39h por Onofre Ribeiro
Em 1973, morando em Brasília, caiu-me por acaso nas mãos o livro "O Despertar dos Mágicos – uma introdução ao realismo fantástico". Escrito pelos sociólogos Louis Pawels e Jacques Bergier. Mexeu muito com as minhas crenças juvenis. Ele não trazia teorias e nem pregações. Mas desmontava com precisão cirúrgica toda a lógica da minha formação religiosa iniciada lá na família mineira do interior, reforçada em colégio religioso católico e mais tarde nas vivências da moral pregada pelos dogmas.
Os dois autores, um norte-americano e o outro francês, tinham um prazer mórbido em mexer nos meus pobres neurônios. Não que eu tenha compreendido toda a profundidade do livro. Mas bastou pra desmontar os meus cânones pessoais e me jogar no acaso das buscas. Nunca mais tive sossego.
Já tinha uma boa formação em História antiga e medieval. Somada à formação na história brasileira, comecei a enxergar conexões pra todos os lados. E a enxergar alguma coisa fora do quadradinho da racionalidade. Os dogmas tornaram-se discutíveis. Confesso que tudo... Leia mais
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Quem se interessa?
Em: 18/09/2017 às 08:08h por Onofre Ribeiro
Esse tema espiritual é muito controvertido e mal compreendido. Desde sempre houve percepções a respeito do andamento do planeta Terra. Em todas as tradições antigas elas estão registradas. Há quem chame de profecias e por outros nomes. Mas todas as religiões impuseram abafamento sobre isso. As religiões nunca quiseram dividir o seu poder com uma possibilidade de futuro fora dos seus dogmas. A Inquisição que o diga.
Mas desde a internet a perda do poder dessas estruturas rijas como as religiões, as universidades, o judiciário convencional, os parlamentos políticos, as grandes corporações empresariais, as representações privadas de setores da economia, também abafaram o futuro. Pensaram nele como construção dos seus interesses.
Contudo, sempre houve um planejamento maior que se manifestou pelas mãos humanas em momentos poderosos como o da Revolução Francesa. Grupos de miseráveis derrubaram uma nobreza secular. Percorrendo a longa trajetória humana no planeta Terra, os exemplos de interferências subjetivas nos atropelam.
No seu interior, os humanos sempre foram movidos por um impulso contido dentro... Leia mais
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Não existe acaso
Em: 17/09/2017 às 08:07h por Onofre Ribeiro
Nesta série de abordagens a respeito desta passagem pelas qual Mato Grosso e o Brasil transitam, não dá pra se dizer que estamos isolados nessa onda. Basta olhar pro mundo e ver que há todo um edifício construído depois do fim da segunda guerra mundial que está desmoronando. Vamos a três fatos: os EUA enfrentam sua onda interna com a gestão controvertida e sem previsões do presidente Trump. A mísera Coreia do Norte ameaça uma região importante da Ásia e se mete no meio de uma confusão financeira entre EUA, China e Rússia. Com seus mísseis ela pode alterar a ordem mundial. A União Europeia luta contra os seus próprios fantasmas: imigrações em massa, crises financeiras e desunião. Isso é só uma breve nota sobre problemas muito maiores do que isso, na realidade.
Por trás disso tudo está o fim de um ciclo montado depois do fim da segunda guerra mundial. O ciclo gerou um desenvolvimentismo predatório sobre recursos naturais, o planeta e sobre as pessoas. Construiu desigualdades sociais insustentáveis. Colonizou os países fora do clube dos ricos.
Cada país está passando a... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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