30
JULHO
2016

14:40
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Nós e a guerra estratégica – 2
Em: 28/07/2016 às 08:01h por Onofre Ribeiro
No artigo de ontem apresentamos um breve briefing da ferrovia bioceânica Brasil-Peru, que começará no litoral norte do Rio de Janeiro até o litoral do Oceano Pacífico, no Peru, com 3.524 km total de extensão, que deverá ser construída pela empresa China Railway Group Ltd. A previsão é de que a ferrovia fique pronta em 6 anos depois que começar. Ela vai mudar muita coisa. Começa na logística atual de Mato Grosso. A produção desce em caminhões por 2.700 km até os portos de Paranaguá (PR) e de Santos (SP), fora os de Tubarão (SC) e Vitória (ES). O frete até U$ 120 por tonelada, fora todos os contratempos e a falta de lógica de fretes em longa distância como essas.
Ao Norte de Lucas do Rio Verde onde será o terminal 4 da ferrovia bioceânica, pela rodovia BR-163 se atinge os portos de Miritituba e de Santarém, no Pará. Logo, Lucas será um extraordinário entroncamento de logística. É preciso registrar que as trades Ammagi, Bumge, ADM e Cargill cogitam construir a "Ferrovia do Grão", ligando Lucas até os portos de Miritituba, no rio Tapajós, e de Santarém... Leia mais
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Nós na guerra estratégica - 1
Em: 27/07/2016 às 08:00h por Onofre Ribeiro
Em junho do ano passado fui a Lucas do Rio Verde, em companhia do professor João Edisom de Souza, assistir ao lançamento da ferrovia bioceânica, proposta pela empresa chinesa "China Railway Group Ltd". Mais do que uma simples ferrovia um mundo novo se abre. Neste artigo e no próximo tentarei abrir alguns cenários a respeito, porque eles influenciarão profundamente nos destinos futuros de Mato Grosso e do próprio Brasil.
Alguns dados da ferrovia: o contrato com o governo brasileiro já foi assinada em 2015. Neste momento está em fase de projetos. A execução vai demorar seis anos. Tem 3.524 km de extensão entre o litoral do Rio de Janeiro e o litoral do Oceano Pacífico no Peru. No Brasil, 2.228 km e no Peru 1.193 km. Os dois extremos ainda estão sendo localizados. Será capaz de transportar 35 milhões de toneladas de carga no começo a 80 km/hora, e 57 milhões futuramente. Levará passageiros também, a uma velocidade de 120 km/hora nos dois sentidos. Isso mexe com o turismo regional. Será prático sair de Lucas do Rio Verde onde haverá um terminal e ir pro Oceano Pacífico ou pro Atlântico e de lá se deslocar pra... Leia mais
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Almoço Grátis
Em: 24/07/2016 às 22:05h por Onofre Ribeiro
Os economistas continuam insistindo: não existe almoço grátis. O conceito cabe em muitas situações. Neste momento ele cabe na situação do Brasil. O almoço que aparentemente é grátis será pago de algum modo. Grátis é que jamais será!
Gostaria de aplicar o conceito economista no ambiente social, econômico e político que estamos vivendo. A raiz de toda a bagunça que o Brasil vive nesses campos tem o mesmo começo: na falta da educação nacional. De um lado, a educação brasileira nunca se preocupou com a construção de uma nação. Ele sempre foi dirigida pra vida pessoal de cada um de nós. Nunca no sentido coletivo. Nós somos uma nação: isso nunca foi considerado. De outro, a bagunça que se construiu por conta disso ao longo de séculos, uma hora teria que ser paga. Almoçamos de graça e agora temos que pagar um montão de preços de uma vez só!
Aos poucos o choque da esquerda com a direita no governo brasileiro, produziu uma síntese dialética de boa qualidade: uma sociedade insatisfeita e consciente de que precisa amadurecer.... Leia mais
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Falar o que?
Em: 21/07/2016 às 08:13h por Onofre Ribeiro
Sem medo de errar dá pra prever que a campanha eleitoral de 2016 para vereadores e prefeitos, será um laboratório. De um lado os eleitores indignados e desconfiados. De outro, os candidatos pressionados pela desconfiança popular. Vítimas dos abusos que vieram à tona nesses últimos meses, os cidadãos estão até à tampa desconfiados com quem lhes peça o voto.
Aqui entra o desafio do chamado discurso eleitoral. O que o candidato vai dizer aos seus eleitores? Em eleições anteriores era fácil. "Vou cuidar da educação, da saúde, da segurança e do meio ambiente". Era um discurso genérico. Olhe bem. Educação é sozinha um mundo. A saúde é outro. A segurança também. Meio ambiente é pra gente comprometida com o tema. O candidato copiava isso de algum lugar qualquer e saía falando. Sabia quem ninguém iria lhe cobrar nada no futuro. Além do mais, comprando o voto da maioria menos esclarecida, qualquer discurso valia o que valia.
O que mudou? O candidato não poderá comprar votos porque os custos da campanha são mínimos diante da nova lei eleitoral. De outro... Leia mais
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Prefeito? Risco total
Em: 20/07/2016 às 08:14h por Onofre Ribeiro
Hoje é a data a partir da qual já podem ser realizadas as convenções partidárias para a escolha e oficialização dos candidatos a prefeitos e vereadores em todo o país, com vistas à eleição de outubro. O clima em outras épocas era de efervescência imensa e as disputas a ferro e fogo. Agora, nem ferro e nem fogo. No máximo ambiente morno. Alguma coisa muito diferente está acontecendo nas eleições de 2016. Vale a pena raciocinar um pouco, embora o assunto seja muito maior do que o espaço deste artigo.
Ser gestor público no Brasil tornou-se tão arriscado quanto pular de avião sem paraquedas. A população politiza-se e se torna muito cobradora e exigente. Os recursos públicos diminuem gestão após gestão. Os mecanismos de controle se aprimoram e apertam cada vez mais os prefeitos e as prefeituras. Os prefeitos não se elegem pelos seus pobres partidos, mas por meio de coligações que os enforcam depois na luta pela sobrevivência dos vereadores e as quase inúteis câmaras de vereadores.
Sem contar as cobranças e as esperanças da população... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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