20
JULHO
2018

17:48
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Fim da linha
Em: 20/07/2018 às 08:06h por Onofre Ribeiro
Possivelmente a eleição de 2018 em Mato Grosso encerre um longo ciclo político e comece outro. Após a divisão do estado a partir de 1979, entraram na política o jovem ex-prefeito de Várzea Grande, Júlio Campos, que viria a ser deputado federal, governador e senador, além de rápida passagem pelo Tribunal de Contas do Estado. Já vinha na política o deputado estadual Carlos Bezerra, que viria suceder Júlio Campos no governo, seria senador e deputado federal. Seguiu-se Jaime Campos, que foi prefeito de Várzea Grande, governador e senador. Em 1985 aparece no cenário estadual com enorme força como deputado federal depois da emenda das Diretas-Já Dante de Oliveira, ex-prefeito de Cuiabá e governador por dois mandatos. Debaixo da árvore desses quatro floresceu boa parte da política atual de Mato Grosso.
Ao longo do tempo o grupo desses foi se modificando e em 2002 a partir da eleição de Blairo Maggi a governador, aquelas forças foram-se dividindo até praticamente desaparecer por inanição.
Em 2018 há um rescaldo delas. Juntam-se os egressos do PFL, o herdeiro antiga da Arena e da UDN, representado pelo... Leia mais
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Haverá segurança no futuro próximo?
Em: 18/07/2018 às 13:14h por Onofre Ribeiro
Em 1954 minha família tinha um dos poucos aparelhos de rádio na cidade em que morávamos. Nele eu me pregava escutando de tudo: "Repórter Esso", outros noticiários, radionovelas, apresentações radiofônicas, humor, futebol e até a "Voz do Brasil". Escutei de tudo. Foi naquele rádio que acompanhei em detalhes a crise, o suicídio e as consequências políticas da morte do presidente Getúlio Vargas.
Dali por diante nunca me afastei da política. Assisti e convivi com a tomada do poder pelos militares, a redemocratização, a primeira eleição pelo voto direto, a de Collor, em 1989, até hoje. O que se tem pra dizer é que o Brasil não guarda qualquer coerência na sua história política. Desde os militares, em 1964, até hoje, em todas as eleições as regras foram modificadas pra atender aos interesses de momento dos grupos dominantes da política. Registro o "Pacote de Abril", de 1977 através de um decreto-lei do presidente da República, que fechou o Congresso Nacional e modificou todas as regras da eleição no ano seguinte.
Em todas as eleições tem sido assim.... Leia mais
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Infraestrutura obrigatória
Em: 15/07/2018 às 08:14h por Onofre Ribeiro
Nas duas últimas semanas voltaram as discussões em torno da já legendária ferrovia FICO, ligando Campinorte em Goiás a Lucas do Rio Verde em Mato Grosso. Já houve lançamentos da obra numa série de ocasiões e acabaram todos no leito de morte. O ministro da Agricultura Blairo Maggi trouxe o assunto à tona mais uma vez junto com parlamentares de Mato Grosso.
Como tudo que diz respeito à logística de Mato Grosso é um assunto maltratado. Serve para os discursos eleitorais, mas não pode ser resolvido porque acabaria com o discursos de campanha. Naquela mesma linha da reforma agrária. O dia em que for resolvida mata a reeleição de um bando de defensores de palanque.
Os fatos são claríssimos e parecem distantes das propostas governamentais de hoje e do futuro. O mundo está se reposicionando geopoliticamente. Os ativos mais caros dos próximos anos serão alimentos, água, oxigênio e recursos naturais e minerais. Mato Grosso já se definiu dentro dessa equação. Tudo em altíssima escala.
Portanto, tratar da infraestrutura de rodovias de ferrovias, de portos, de aeroportos é mais do que urgente.... Leia mais
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Construir ou reconstruir
Em: 12/07/2018 às 08:44h por Onofre Ribeiro
Ninguém duvida que conseguimos destruir o Brasil nesses primeiros 18 anos do século 21. Foi o equivalente a um casarão velho cheio de puxadinhos e mal conservado que as gestões petistas conseguiram derrubar. Fizeram um favor em destruir um país velho como o casarão citado. Mas poderiam ter feito favor maior se tivessem um projeto de construção no lugar. Aliás, esse era o propósito inicial. A destruição foi pelo absoluto acaso da ignorância da tarefa e a reconstrução não estava nos planos.
O fato é que não havia projeto algum. Nem de derrubada e nem de reconstrução. Contudo, a grande questão que se coloca pro próximo governo a ser eleito neste ano, não é a de reconstruir. Aqui justifica estabelecer uma diferença filosófica crucial entre construir e reconstruir. Reconstruir significa recuperar o casarão antigo. Construir significa um projeto novo pro mesmo lugar. Mas em outros moldes arquitetônicos, urbanísticos, com melhores funcionalidades e absolutamente renovado.
Tomo a liberdade de voltar a um assunto já abordado aqui. A segunda guerra mundial. Aliás, esse assunto... Leia mais
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A cara do próximo governador
Em: 11/07/2018 às 08:29h por Onofre Ribeiro
Em recente conversa com grupo de empresários veio à tona o quadro de absolutas dificuldades que Mato Grosso vai enfrentar na próxima gestão. É amanhã. Começará em 1º. de janeiro do ano que vem. Faltam pouco mais de seis meses!
A conversa foi profundamente desanimadora. Pior. Nela estavam líderes empresariais responsáveis pela maior parte do PIB do estado. Vou tentar alinhar as suas percepções em alguns itens abaixo. Todos são unânimes numa coisa: o próximo governador precisará de coragem, de coragem e de coragem. Senão morrerá isolado.
1- Enxugar o tamanho da máquina estatal ao nível da racionalidade compatível com a capacidade fiscal de arrecadação e de gastos;2- Fechar o que resta de empresas estatais3- Privatizar tudo o que for privatizável e puder ser executado pela iniciativa privada4- Reduzir todos os gastos possíveis5- Reordenar a relação política com os poderes diante da nova situação fiscal a ser implantada6- Relacionar-se com a Assembleia Legislativa no nível de realizar as mudanças que precisarem ser feitas baseado... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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