23
FEVEREIRO
2017

23:56
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Ainda sobre Dante
Em: 23/02/2017 às 08:09h por Onofre Ribeiro
Sobre o artigo "Dante faz falta" publicado neste espaço no dia 8 deste mês, recebi do empresário Carlos Antonio de Borges Garcia, o comentário que publico abaixo na íntegra:
"Acompanhei atentamente o Governo Dante de Oliveira, quando tomei posse como presidente da Fiemt em dezembro de 1994. Dante toma posse no Governo em janeiro de 1995 e fizemos algumas ações em conjunto. A política industrial implantada em Mato Grosso teve origem em uma parceria da Fiemt com o governo. O trabalho foi conduzido pela Fiemt e teve de nossa parte a liderança do superintendente da Fiemt, à época o saudoso José Epaminondas, os professores Ivo Cuiabano Scaff, Carlos Vitor , Manuel Martha e Serafim Carvalho Melo, além da minha contribuição como empresário e interlocutor com o governo. Pelo governo foi conduzido pelo secretário de Planejamento Edson Garcia e posteriormente pelo secretário Guilherme Muller. A base da implantação da política de incentivos fiscais no estado que foi posteriormente conduzida pelo secretário da Industria e Comércio, Carlos Avalone, alavancando e atraindo diversas indústrias para Mato Grosso. Me lembro também... Leia mais
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Fazer política
Em: 22/02/2017 às 08:03h por Onofre Ribeiro
Venho acompanhando de perto o apetite do governo Pedro Taques com a política. Eleito senador em 2010 numa onda favorável, não precisou se expor dentro dos cânones da política. Eleito governador em 2014 também não precisou submeter-se à via crucis dos governadores pra chegar ao poder. Porém, eleito tentou criar uma liturgia fora dos mesmos cânones. Deu início a uma construção que passava ao largo do fisiologismo político-partidário, alimentou-se da boa relação com a sociedade. O discurso de ética deu-lhe uma blindagem que durou dois anos.
É esse o tempo que dura uma blindagem. O mundo político é cheio de artimanhas. Finge submeter-se e monta estratégias e tocaias. Sempre foi assim. Aos olhos da sociedade o mundo político perdeu toda a credibilidade. Mas nos jogos de poder entre o Executivo e os demais poderes constituídos, muito jogo é jogado nas formas mais cínicas ou nas mais ardilosas. O fato é que em 2016 o governador Pedro Taques enfrentou um muro de pedra na discussão administrativa envolvendo a RGA dos servidores públicos. O assunto criou desgaste junto à opinião... Leia mais
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Sufoco pra ligar pro parentes
Em: 21/02/2017 às 08:04h por Onofre Ribeiro
Antes que algumas estórias desapareçam, é preciso contá-las e recontá-las. Até 1973, Mato Grosso era muito isolado. Surgira em maio o asfalto ligando Cuiabá a Goiânia e a Campo Grande. Começava a ocupação do médio norte, do nortão e do noroeste de Mato Grosso, assim como do nordeste, de Barra do Garças para cima. Em 1976, cheguei a Mato Grosso. Fui a Sinop e conheci um acampamento construído de casas de madeira entre algumas ruas poeirentas. Pioneiros, na sua maioria paranaenses, acreditavam num futuro que só eles viam e percebiam. Na seca, a poeira subia a meio metro de altura e parecia nuvens de talco marrom. O solo amazônico é diferente.
Na chuva, a lama arrasava o solo frágil e tudo virava um atoleiro sem fim. Em 1982 dormi dentro de uma pick-up C-10 afundado num atoleiro, em profunda guerra com os mosquitos da região. Eles pareciam soldados defendendo o seu território contra o bicho-homem que invadia o seu mundo. Dormimos com fome, acordamos com fome e passamos fome o dia inteiro. Ninguém subia, ninguém descia. Um milagroso trator de uma fazenda nos arrastou e saímos ziguezagueando no campo tentando nos livrar da... Leia mais
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O custo da barbárie
Em: 13/02/2017 às 08:32h por Onofre Ribeiro
Este ano começou com sinais muito ruins. No primeiro dia, o massacre no presídio de Manaus, seguido de outros. Agora a polícia do Espírito Santo e a barbárie nas ruas. A mesma barbárie chegou ao Rio de Janeiro, considerada a capital cultural do país por ter sido capital brasileira por 200 anos (1763-1960). Era o útero da cultura no país. A intolerância tomou as ruas, somada com o desespero causado pela deterioração do serviço público estadual que arrastou multidões à miséria. Esses são dois exemplos. Mas podemos somar mais dois estados em situação de falência: Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Porém, quando se olha o mapa dos demais estados, nenhum está com folga de caixa. São Paulo extinguiu a Orquestra Sinfônica. Um prejuízo incalculável à cultura. Outros e outros serviços públicos estaduais, em especial os sociais, são desativados gradualmente. Mato Grosso, a nossa casa, vemos o tesouro estadual parcelar os repasses de duodécimos de poderes. Ou anunciar abertamente as suas dificuldades de caixa. Nenhum estado está numa boa. Aqui colocamos na conversa a... Leia mais
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A barbárie
Em: 12/02/2017 às 08:32h por Onofre Ribeiro
Até a última sexta-feira 125 mortes haviam sido debitadas à paralisação da Polícia Militar no Espírito Santo. No primeiro momento, condena-se a PM por paralisar. No segundo, quando se vê a sociedade capixaba prisioneira dela mesma, aí a coisa vai além das polícias militares. Lá, pessoas ditas trabalhadoras estão assaltando-se entre si e assaltando a classe média e rica. O que se vê é a barbárie instalada dentro da sociedade.
Na minha infância li na escola primária a fábula de uma criança que sozinha estancou com o dedo o buraco numa represa. O espírito da fábula era o de que nós podemos tapar as nossas falhas com gestos simples. Nesse caso em questão, a sociedade do Espírito Santo se mostra violenta, fora de controle e despreparada pra viver civilizadamente. E nos demais estados, não será a mesma coisa? A PM nas ruas funcionaria como o dedo da criança da fábula, segurando a enchente social de uma represa arrebentada.
A leitura é muito clara. Durante décadas o Brasil viverá com a herança de separação da sociedade entre "nós" e "eles"... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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