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MAIO
2018

11:23
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Coronel Chico Belo
Em: 22/05/2018 às 08:00h por Onofre Ribeiro
Há alguns anos li o romance "Vila dos Confins", do escritor mineiro Mário Palmério. É dele que tiro o título deste artigo, baseando no personagem Coronel Chico Belo. E, de algum modo tentar identificar personagens da eleição de 2018 em Mato Grosso. O livro é de 1956 e a sua história é uma crônica da política brasileira do período de 1930 a 1945 no interior do Brasil. Mas a crônica mistura um pouco de Minas Gerais e do Sul do então Mato Grosso.
Porém, quero destacar mesmo é o Coronel Chico Belo, o personagem político central do livro. A crônica da campanha política se passa na pequena Vila dos Confins. A passagem do livro que me agradou profundamente e tem um sentido muito forte de metáfora e de crítica social. O Coronel Chico Belo era um líder político interiorano típico da época em todo o Brasil.
Na época da eleição o Coronel conversava com os seus cabos eleitorais, capangas e partidários no seu quarto de dormir. O detalhe era o seu trono das suas necessidades fisiológicas. Mandou um carpinteiro construir um trono em madeira, tipo uma cadeira larga, onde se sentava... Leia mais
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Quo Vadis?
Em: 13/05/2018 às 08:29h por Onofre Ribeiro
A expressão em latim tem antecedentes bíblicos. Significa: "para onde vais?" ou "para onde caminhas?". Mas ficou mais conhecida pelo filme de 1951, baseado no livro do escritor polonês Henryk Sienkiewicz, um romance histórico publicado em 1894. Na realidade o romance falava dos caminhos de Jesus Cristo e da sua inserção política e de sua fé em Roma, no coração do poderoso Império Romano que dominava o mundo então. Seria uma globalização do Cristianismo.
Tem a ver com os caminhos e com os descaminhos do Brasil nas eleições de 2018. Há um Brasil envelhecido. Comido e deteriorado pelo tempo. Não cabe mais no mundo moderno. Suas bases foram construídas em cima do uso da nação pelos poderes políticos, econômicos e culturais existentes. Não existe um país para os seus cidadãos. Em termos de relações de poder entre o Estado e os seus cidadãos evoluímos pouco em relação aos tempos coloniais. Mudaram apenas os dirigentes, mas continuou uma direção desumana e cruel.
O país ainda vive paranoias antigas e recentes. Antigas memórias do regime... Leia mais
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Novas direções na América
Em: 10/05/2018 às 08:03h por Onofre Ribeiro
No último artigo escrito neste espaço referi-me ao seminário de integração da América do Sul realizado em Cuiabá. O tema tem mais de 30 anos. Mas morreu mais de uma vez perdido nas condições política de Mato Grosso e dos próprios e instáveis países do continente. Mato Grosso sofreu mudanças políticas muito grandes ao sair da gestão Dante de Oliveira pra atual. No intervalo o tema integração perdeu o interesse. O Brasil, por sua vez, enfrentou o desinteresse das esquerdas por temas duradouros.
O seminário de Cuiabá teve o mérito de mostrar que é absolutamente indispensável reunir debaixo do teto de um mesmo bloco econômico e político os países todos pobres e mal governados. A América do Sul segue ainda os eu destino histórico de continuar infantil no imperial-caboclo num mundo pós-globalizado.
Estamos atrasados mais de 100 anos em relação ao restante do mundo, com poucas exceções. Nesse ambiente falar de integração significa falar em projetos políticos do Estado brasileiro e não nas políticas pobres e fajutas dos partidos... Leia mais
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A nova América
Em: 08/05/2018 às 08:10h por Onofre Ribeiro
Na semana que passou realizou-se na Federação das Indústrias de Mato Grosso o seminário de integração da América do Sul. Assunto que já foi muito intenso e nesses últimos 18 anos caiu no esquecimento. Trata-se de um enorme continente com duas colonizações não muito divergentes: espanhola a Oeste e portuguesa a Leste. Nas vizinhanças de Mato Grosso vivem cerca de 40 milhões de pessoas com algum tipo de identidade, mas nenhuma afinidade econômica, cultural , política ou integracionista.
Na década de 1980 o senador José Márcio de Lacerda e seu irmão deputado estadual José Lacerda, de Cáceres, trouxeram o assunto completamente desconhecido até então. Em 1992 o geólogo e professor Serafim Carvalho Melo, da UFMT, apoiado pelo Rotary Clube Internacional, organizou uma caravana de dois ônibus a aventurou-se a viajar pra Bolívia. Não se sabia se isso era possível! Redescobriu-se a América depois do fim do tratado de Tordesilhas, em 1750, que separava terras de Portugal e da Espanha na América do Sul. Era possível!
O discurso se fortaleceu mas foi morrendo aos poucos. Dante... Leia mais
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América do Mundo
Em: 06/05/2018 às 08:31h por Onofre Ribeiro
Nesta semana que passou realizou-se na Federação das Indústrias de Mato Grosso o seminário de integração da América do Sul. Assunto que já foi muito intenso e nesses últimos 18 anos caiu no esquecimento. Trata-se de um enorme continente com duas colonizações não muito divergentes: espanhola a Oeste e portuguesa a Leste. Nas vizinhanças de Mato Grosso vivem cerca de 40 milhões de pessoas com algum tipo de identidade, mas nenhuma afinidade econômica, cultural , política ou integracionista.
Na década de 1980 o senador José Márcio de Lacerda e seu irmão deputado estadual José Lacerda, de Cáceres, trouxeram o assunto completamente desconhecido até então. Em 1992 o geólogo e professor Serafim Carvalho Melo, da UFMT, apoiado pelo Rotary Clube Internacional, organizou uma caravana de dois ônibus a aventurou-se a viajar pra Bolívia. Não se sabia se isso era possível! Redescobriu-se a América depois do fim do tratado de Tordesilhas, em 1750, que separava terras de Portugal e da Espanha na América do Sul. Era possível!
O discurso se fortaleceu mas foi morrendo aos poucos.... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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