22
OUTUBRO
2017

21:51
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40 ANOS DEPOIS DA DIVISÃO – 2
Em: 16/10/2017 às 08:10h por Onofre Ribeiro
Vou continuar enchendo a cabeça do leitor com a História da divisão do estado que separou a região Sul e criou o estado de Mato Grosso do Sul, a partir de 1º. de janeiro de 1979. A Lei-Complementar 31 que criou a divisão foi de 11 de outubro de 1977.
Podemos colocar a divisão dentro de dois pontos de vista. Um federal e outro regional. O governo federal queria ocupar a Amazônia, por razões de segurança nacional e pra resolver problemas sociais e fundiários no Sul. No regional, o Sul sonhava e trabalhava pela separação desde o fim da guerra com o Paraguai, em 1870. Mais tarde quando da Revolução Constitucionalista de 1932, o Sul se aliou a São Paulo, que combatia o governo Getúlio Vargas. Fundou à revelia o Estado de Maracaju, acreditando que São Paulo seria vencedor.
Campo Grande era a matriz das ideias separatistas. Os filhos dos pecuaristas do pantanal, mineiros vindos há pouco mais de 20 anos, mandaram os filhos estudar em São Paulo. Eles voltaram com a ideia de separar muito forte. Em 1932, fundaram a Associação Sulmato-grossense pra esse fim. Dali até 1973 a ideia teve altos e baixos. Em 1973 no governo do presidente... Leia mais
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40 anos depois da divisão – 1
Em: 15/10/2017 às 08:10h por Onofre Ribeiro
Como jornalista e como diretor do Departamento de Divulgação do Governo de Mato Grosso entre 1976 e 1979, órgão equivalente à atual Secretaria de Comunicação Social, vivenciei todo o processo da divisão de Mato Grosso que gerou a criação de Mato Grosso do Sul. A Lei Complementar 31/77 é de 11 de outubro. Foi longo, sofrido e conturbado entre as regiões Sul e Norte do estado.
Na semana passada completou 40 anos. Já está fora do radar da atualidade para nós mato-grossenses. Em Mato Grosso do Sul o dia é feriado e considerado uma data da vitória pela divisão que durou décadas. Mas gostaria neste artigo de resgatar o ambiente nacional dentro do qual se deu a separação, chamada de divisão de Mato Grosso.
O país vivia o regime militar, governado pelo general Ernesto Geisel. Não houve consultas antes da decisão. O governo federal queria ocupar a Amazônia por duas razões: 1 – resolver problemas sociais e fundiários gravíssimos no Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul; 2 – ocupar a Amazônia por receio da expansão do socialismo que já penetrava... Leia mais
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Economia x política
Em: 10/10/2017 às 08:26h por Onofre Ribeiro
Por pior que tenha sido a crise econômica desde 2015, numa coisa ela foi ótima. A economia sai dela descolada da política. O leitor deve estar se perguntando o que é isso. Vamos relembrar a colonização da política e dos políticos sobre tudo no Brasil desde o descobrimento em 1500.
A coroa portuguesa enviou pra colônia primeiro os burocratas e representantes da realeza. Depois foram os cidadãos, mesmo assim de quinta categoria: prisioneiros, aventureiros, ladrões e gente bem desqualificada. Traduzindo da maneira mais dura: o Brasil nasceu sem cidadania. Pior: nunca se preocupou em ter uma.
Dito isso, vimos a política e os políticos construir um país só para eles, sem levar em conta a cidadania dos brasileiros. Os regimes políticos no país sempre foram patrimonialistas. Ou seja, confundem o que é público com o que é privado. Quem venceu sempre: o público em prejuízo do privado. Vamos a um exemplo, sem citar outros. A chamada República Velha, que durou de 1889 a 1930, também era conhecida como "República do Café com Leite". Nela os presidentes do país se revezavam entre Minas e São Paulo, e... Leia mais
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A greve do Detran
Em: 09/10/2017 às 08:26h por Onofre Ribeiro
Iniciada no dia 11 de setembro a greve geral dos servidores do Detran de Mato Grosso completará um mês amanhã, com zero de avanço nas negociações.
De concreto, prejuízos financeiros ao mercado de veículos, aos usuários e ao próprio governo que deixa de arrecadar impostos sobre um valor aproximado de R$ 1 bilhão que deixou de ser negociado na comercialização de carros novos e usados.
Impactado pela crise da chamada "grampolândia pantaneira", o governo estadual perdeu a capacidade de lidar com uma segunda crise representada pela greve no Detran.
Aqui vão alguns números. Segundo o professor Ricardo Lauper, presidente da associação dos revendedores de carros usados, deixaram de ser comercializados em setembro, por conta da greve, 15.551 veículos, que representam negócios na ordem de R$ 500 milhões.
Já a distribuição de veículos novos, segundo o coordenador no estado, Paulo Bôscolo, em agosto foram emplacados 3.400 veículos, indicando uma tendência de crescimento num mercado muito atingido pela crise econômica desses três últimos anos. Porém, no mês de setembro... Leia mais
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Fragilidades institucionais
Em: 06/10/2017 às 08:24h por Onofre Ribeiro
O sistema público brasileiro estabelecido dentro da Constituição chegou ao seu limite. Esgotou-se. Vemos hoje os chamados poderes em briga entre si. O Poder Executivo em profunda crise de sobrevivência. O Poder Legislativo afundado num inferno de contradições que o fazem parecer esgotado aos olhos da sociedade. E o Poder Judiciário trafegando entre a justiça e a legislação política. Paralelo, o Ministério Público exercendo o papel de chicotear os sistemas.
Na ponta que realmente interessa, a sociedade está desamparada e desiludida. Sensação de puro desamparo.
Em Mato Grosso não parece muito diferente. O cenário é desolador.
O Poder Executivo às voltas com instabilidade política em função dos desdobramentos do episódio chamado de "Grampolândia Pantaneira", a relação difícil com o corporativismo dos funcionários públicos, com a Assembleia Legislativa, com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. De quebra uma grande instabilidade fiscal no cumprimento do orçamento estadual por conta da crise nacional.
Entre si os poderes se entranham mas descem... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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