22
NOVEMBRO
2017

21:03
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O que tem por detrás
Em: 22/11/2017 às 08:53h por Onofre Ribeiro
Há algum tempo escrevi neste espaço três artigos falando da existência de um mundo espiritual também conhecido como "governo oculto do mundo". Ele seria o indutor do planejamento sobre os principais fatos que acontecem no planeta. Ao contrário do que esperava os artigos tiveram grande receptividade. De lá pra cá as coisas no mundo e no Brasil pioraram bastante!
Vemos a rápida desconstrução do ambiente social, político e cultural do país. Vemos as chamadas instituições travestidas de corporações envolvidas quase exclusivamente na defesa dos seus interesses. Cada vez mais distante dos interesses da sociedade. Instituições históricas como as religiões, a família, as universidades e a educação, governos e todo o aparato de poder sendo desconstruído rapidamente.
Há quem diga alarmado: "é o fim do mundo!".
Na realidade, é mesmo. Só que o fim de um mundo cansado já descrito acima. No caso da sucessão de governo no Brasil, depois de um histórico período de sucessivos desastres recentes, o caos parece ser a nossa única opção. Qualquer situação... Leia mais
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Política versus economia
Em: 20/11/2017 às 08:59h por Onofre Ribeiro
Já foi dito dezenas de vezes neste espaço que o sistema político brasileiro é profundamente patrimonialista. Vem se alimentando do Estado brasileiro desde os tempos em que era colônia portuguesa. Da República, 1889, pra cá a política assumiu completamente as rédeas da nação e tornou-a refém dos interesses partidários nacionais e regionais, numa cínica cooperação.
Neste momento vivemos a agonia de morte desse sistema político patrimonialista que sempre usou a economia a seu favor. Não tem mais como manter-se esse sistema diante das contradições que ele próprio criou. Aqui vale o registro de que a passagem do Partido dos Trabalhadores pelo poder não poderia ter contribuído mais pra esse fim. A tomada de assalto do Estado pelo PT e seus partidos aliados, esgotou a composição, o funcionamento e os propósitos das atividades do Estado. Não houve setor público onde a ambição não estendeu a corrupção degenerativa. Felizmente veio à tona e pudemos começar o desmonte dessa vertente partidária de assaltar a nação.
Na semana passada... Leia mais
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Sinais do futuro
Em: 19/11/2017 às 08:32h por Onofre Ribeiro
No distante ano de 1994 Mato Grosso comemorava a façanha de ter alcançado a produção de 4 milhões e meio de toneladas de soja. Economia pequena, o PIB anunciava saltos. Mas não passava de R$ 1 bilhão 348 milhões. No entanto, cresceu nos anos seguintes. O Produto Interno Bruto de Mato Grosso cresceu 145% de 1985 a 1997. Foi o segundo maior crescimento do país. Em 1999 e 2000 superou os 10%. Enquanto o PIB brasileiro cresceu 0,25% no período, o de Mato Grosso cresceu 7,6%.Em 2017 o PIB alcança R$ 107 bilhões 418 milhões, com decréscimo de 1,9% em relação a 2014.Tramita na Assembléia Legislativa do estado uma Proposta de Emenda Constitucional chamada de PEC do Teto, que pretende economizar R$ 1 bilhão e 300 milhões a partir de 2018 em relação ao pagamento das dívidas do estado com a União. No entanto, o endividamento interno do estado está na casa dos R$ 1 bilhão e 900 milhões, com tendência a crescer por conta da folha de pagamentos do funcionalismo que ficou sem controle desde 2009.Porém, a gestão estadual terá que se redesenhar completamente e compreender que sem remédios... Leia mais
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Crises de governo
Em: 17/11/2017 às 08:58h por Onofre Ribeiro
O modelo do Estado brasileiro foi cuidadosamente construído pra funcionar pra uma minoria. Ligada a partidos políticos, a grandes famílias tradicionalmente políticas e a setores específicos da economia também construídos pra viverem à sombra dos cidadãos brasileiros. O exemplo mais gritante começa no início da República quando as políticas de Minas Gerais e de São Paulo se uniram num cínico revezamento. Donos de economias ineficientes, São Paulo com o café, e Minas com o leite, acabaram por instalar o que se chamou de "República do Café com Leite". Durou até 1930.
Em Mato Grosso a política sempre esteve ligada à proteção das sucessivas fases da economia. O mate no Sul, os seringais no Norte, a pecuária nas duas regiões, o ciclo da cana de açúcar no Norte. Em todos eles o Estado protegia e alimentava com proteções uma economia subdesenvolvida e deficiente.
Passados tantos anos, em tempo de Constituição Cidadã, inventada por uma política recalcada em 1988, pouco mudou. Uma das distorções terrível da Constituição... Leia mais
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Crises
Em: 15/11/2017 às 08:42h por Onofre Ribeiro
A última crise financeira de Mato Grosso com atraso de salários no funcionalismo público foi em 1997. Naquele ano o governador Dante de Oliveira fechou um acordo de ajuste fiscal do Governo de Mato Grosso com a Secretaria do Tesouro Nacional. Na época Mato Grosso ainda vivia a ressaca da divisão que separou Mato Grosso do Sul a partir de 1979. O governo federal ficou de passar anualmente o valor de 1 bilhão e 700 milhões de cruzeiros da época, a título de custeio da máquina pública. Após a divisão o estado ficou bastante deficitário. A partir de 1983 deixou de enviar o valor e o estado obrigou-se a tomar empréstimos fora do país.
Dante encontrou os cofres numa condição péssima. Pra cada real arrecadado devia três reais internamente, fora a divida com a União. A partir de 1977, com o ajuste fiscal e a enorme redução do tamanho da estrutura do governo, as finanças ficaram viáveis. Nunca mais se atrasou salários e nem dívidas com fornecedores. Porém, de 2014 em diante, ainda no governo Silval Barbosa, as contas deixaram de fechar. A causa principal foi o aumento brutal na folha de salários... Leia mais

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Onofre Ribeiro
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