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NOVEMBRO
2017

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Que venha o futuro – final
Em: 07/05/2017 às 08:41h por Onofre Ribeiro

Muito difícil escrever sobre o Brasil atual!

Pra todo lado que se mexe, as contradições afogam a nossa inteligência.

Em que país vivemos? Talvez fosse uma pergunta adequada pra quem deseja compreender o mínimo do caos brasileiros dos dias atuais.

Não há uma resposta. Pra cada assunto levantado, debaixo do tapete estão dezenas de contradições. Não é possível abordar um lado sem mexer em dezenas de outros engatados nesse. Todos fora do eixo. Há algum tempo escrevi neste espaço que o Brasil está vivendo a ressaca de uma grande guerra. Que, aliás, nunca teve antes! Escrevi o artigo e fiquei preocupado se não teria exagerado. Fui estudar as duas grandes guerras mundiais do século 20: a de primeira, de 1914 a 1918, e a segunda de 1939 a 1945.

Causas diversas acumuladas dispararam o começo das guerras. Elas desconstruíram o tipo de sociedade, a economia, a política, a geopolítica, as divisas territoriais entre os países no mundo. Mudaram as pessoas pelo sofrimento.

A passagem da esquerda brasileira pelo poder político acelerou a percepção da guerra. Desmontaram-se todos os fundamentos da civilidade social, política, institucional e econômica. Até o trabalho como um valor social foi jogado no lixo por discursos protecionistas erráticos.

A guerra está aí. Basta olhar o desemprego de 14 milhões de pessoas na faixa produtiva da vida e os jovens chegando ao mercado de trabalho, sem oportunidades. O mundo político ruindo. A economia afundada. A sociedade perdida e sem capacidade sequer de discutir o seu futuro. Os governos sem bússola. O pensamento reconstrutivo da nação morto dentro das universidades. Emburrecidas ideologias tentando se agarrar em partidos políticos apodrecidos numa vaga esperança de sobreviver a mais uma aventura de poder.

Pra onde caminhamos? O futuro nunca foi fácil em época nenhuma e em nenhum país no mundo. É uma travessia necessária. Pode durar muito ou pouco. No Brasil vai demorar muito porque não sobrou nada de pé. Ou sobrou?

Passarão gerações antes da mudança da velha colônia de Portugal pra um país no século 21. Ares tensos, mentes vazias, esperanças vazando...Ah. Brasil. O que fizeram contigo? Perguntaria o angustiado poeta....

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Onofre Ribeiro
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