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OUTUBRO
2017

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Fragilidades institucionais
Em: 06/10/2017 às 08:24h por Onofre Ribeiro

O sistema público brasileiro estabelecido dentro da Constituição chegou ao seu limite. Esgotou-se. Vemos hoje os chamados poderes em briga entre si. O Poder Executivo em profunda crise de sobrevivência. O Poder Legislativo afundado num inferno de contradições que o fazem parecer esgotado aos olhos da sociedade. E o Poder Judiciário trafegando entre a justiça e a legislação política. Paralelo, o Ministério Público exercendo o papel de chicotear os sistemas.

Na ponta que realmente interessa, a sociedade está desamparada e desiludida. Sensação de puro desamparo.

Em Mato Grosso não parece muito diferente. O cenário é desolador.

O Poder Executivo às voltas com instabilidade política em função dos desdobramentos do episódio chamado de "Grampolândia Pantaneira", a relação difícil com o corporativismo dos funcionários públicos, com a Assembleia Legislativa, com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. De quebra uma grande instabilidade fiscal no cumprimento do orçamento estadual por conta da crise nacional.

Entre si os poderes se entranham mas descem ao degrau de baixo e enfrentam outras corporações como as polícias Civil e Militar. Na prática a ordem institucional está desorganizada. Com o tempo certamente se resolverá, embora deixe muito cadáveres no caminho.

Certamente deixará o aprendizado de que o sistema atual não serve mais à realidade presente. O cidadão paga impostos pra que o Estado preste os serviços para o qual foi criado. Não está entregando serviços capazes de responder aos impostos pagos. Por outro lado, a economia é profundamente pragmática. Reage a essa instabilidade encolhendo os seus investimentos e gerando caos social.

Grande parte da crise econômica atual veio da crise política.

Recompor as relações interpoderes e convencer a sociedade de que é possível a volta da normalidade é tarefa longa e penosa. Vai refletir nas próximas eleições, nas próximas condutas e atitudes dos chamados agentes públicos.

Junto do aprendizado terá que vir necessariamente o desmonte do espírito de corporações para o novo espírito do coletivo voltado a todos os brasileiros. Uma longa lição a ser aprendida pelos brasileiros e pelos mato-grossenses.

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Onofre Ribeiro
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