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NOVEMBRO
2017

20:56
Mato Grosso e China: cenários
Em: 07/11/2017 às 08:50h por Onofre Ribeiro

Ainda estamos num campo relativamente de previsões.

No artigo de ontem publicado neste espaço, considerei as chances muito fortes da China estabelecer inevitável conexão com Mato Grosso. Nesta semana o governador está na China alinhando relações que eventualmente resultem em negócios. Neste último fim de semana a mídia divulgou interesses da China em investir 1 bilhão e meio de reais na construção de armazéns em Mato Grosso. O déficit estadual é de 19 milhões de toneladas de grãos num universo de 52 milhões produzidos.

Antes, porém, gostaria de mudar um pouco o assunto e depois retorno a este ponto.

As chances da ferrovia bioceânica vir a se construída são muito grandes. Ela sairia do norte do estado do Rio de Janeiro, atravessa o norte de Minas Gerais, de Goiás e entra em Mato Grosso por Água Boa, passa por Lucas do Rio Verde e sobe na direção de Sapezal até Porto Velho, Acre e vai desaguar em porto peruano no Oceano Pacífico.

Os chineses estão avaliando que com o quase monopólio de financiamento das produções, compra do que se produzir e a oferta de logística de transporte pra o porto de Shangai, na China, mudarão a geopolítica mundial. Mudarão a atual logística de frete terrestre pros portos do Sul e Sudeste, direcionando os fretes pra ferrovia. Junto dos trilhos um processo veloz de agroindustrialização pra otimizar os fretes e pra criar uma zona de economia frete ao longo dos trilhos.

Aqui está o pulo do gato. Essa zona de riqueza no entorno da ferrovia se constituirá num polo de entrada dos produtos chineses no frete de retorno. Hoje, adubos, defensivo, máquinas, caminhões, eletro-eletrônicos vem pra essa região de outros países ou do próprio Brasil em longos fretes. Uma vez a rodovia pronta, tudo virá da China em frete marítimo e ferroviário e com preços menores.

Será a porta de entrada de uma reviravolta na atual gestão da produção do agronegócio e da exportação e importação de bens, de insumos e de produtos primários da região Nordeste e do Centro-Oeste.

O assunto não se encerra aqui. Por ora, passa ao largo dos planos da política e da gestão estadual.

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Onofre Ribeiro
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