27
MAIO
2017

05:54
Perfil

UM POUCO SOBRE MIM

Onofre Ribeiro é mineiro de Campos Altos, nasceu em 4 de março de 1944. Estudou Jornalismo na Universidade de Brasília - UnB, e iniciou a atividade profissional no”Jornal de Brasília”, em 1973. Mudou-se para Mato Grosso em 1976. Daí para a frente continua na imprensa com uma looonga trajetória em assessoria de imprensa, como editor de revistas, de jornais, de rádio, editor e apresentador de programas em televisão, professor universitário e como consultor em comunicação e em estratégias políticas.


Casou-se com Carmelita em Brasília, pai de André, de Fábio, de Marcelo e de Tiago e tem cinco netos até este momento: Miguel, Gabriel, Luka, Enzo e Pietro. Miguel já nos deu o Mateus. Dos filhos, Marcelo está no Oriente Eterno desde dezembro de 2004, mas deixou Luka, o filho que tem a sua cara e o seu coração, e nos alegra na sua ausência.

Em 1990 começou a escrever artigos diários para o jornal “A Gazeta”, que começava e não tinha um perfil da História de Mato Grosso, com sua redação na maioria formada por jovens jornalistas, quase todos recém-chegados ao estado, vindos de outras regiões brasileiras.

Os artigos escritos em “A Gazeta”, nos 14 anos, entre 28 de junho de 1990 e 14 de julho de 2004, abordaram a História, a política, a economia, os negócios, a cultura, os comportamentos, relatos de viagens, algumas crônicas, mas contiveram, fundamentalmente, o relato das imensas e importantes transformações pelas quais passou Mato Grosso nesse período.

Em 14 de julho de 2004 cessou a passagem por “A Gazeta” e começou no “Diário de Cuiabá”, até 2009. Em 2012 voltou à Gazeta, onde permanece escrevendo artigos. Em 2004 começou escrever artigos semanais para a “Revista RDM”, uma publicação muito expressiva e importante, de caráter regional. Assumiu a coordenação editorial e nela permaneceu até 2009, quando iniciou uma passagem de dois anos na Secretaria de Comunicação do Governo de Mato Grosso.



UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA

Agora, falo na primeira pessoa: imagino que tive grandes privilégios!


Vi o Brasil rural urbanizar-se a partir da década de 50, escutando tudo naquele radinho “Standard Electric” à bateria, e depois o radião “Philips” de 1958, com válvula de olho mágico para sintonia das “estações”. Eduquei-me ao pé do fantástico rádio brasileiro dos anos 50 e 60. Escutei, por anos seguidos, o “Repórter Esso” com Heron Domingues, o humor do “Balança mas Não Cai”, de Paulo Gracindo, os grandes romances dramatizados no “Rádio Teatro Colgate-Palmolive” na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Às novelas “Jerônimo, o herói do sertão”, o “Anjo”, e “Uma voz ao longe”. E ouvi as grandes vozes do sertão e da cidade cantarem os clássicos da viola e do samba-canção. Escutei Bossa Nova e Jovem Guarda, também. Depois, assisti ao nascimento da televisão brasileira, do computador, da internet, do telefone celular, do videocassete, do dvd, da câmera fotográfica digital, do pen drive...ufa!!!!!!! Tudo isso em 68 anos!!!!

Assisti aos grandes movimentos políticos, sociais e econômicos brasileiros desses último 60 anos. Interferi como jornalista em muitas posições e circunstâncias. Registrei fatos importantes. Tive grandes alegrias. Grandes tristezas e grandes decepções. Grandes expectativas!

Mas, lá no fundo o mineiro de Campos Altos, nascido entre as serras frias de Minas nunca perdeu o otimismo no homem, no país, nas pessoas e na História. Isso talvez seja coisa de caipira: acreditar sempre que as coisas um dia mudarão para melhor.

Encerro esse perfil com uma lembrança pessoal singela: “sou caipira, filho de Sebastião Felisberto e de dona Julieta, neto de Tonico Felisberto e Paulina, de Zezinho Sant´Anna e de dona Alvina, benzedores de quebranto, de mau-olhado, de arca caída, de doenças do espírito, de mordida de cobras e de bichos peçonhentos. Ouvi a cantiga do carro de bois e escutei o berrante nas comitivas de boiadas nos confins de Minas... vi boiadas passarem, abri porteiras e ganhei moedas dos boiadeiros, como na canção clássica do “Menino da Porteira”. Como eles, tenho o maior orgulho de ser caipira. O verniz da civilização urbana é fininho. Basta um arranhão na pele que a terra vermelha aparece viva e gritando: viva todos os caipiras como eu!”

Ah! Ia me esquecendo. Como bom mineiro, sou bom contador de causos!

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Onofre Ribeiro
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